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TCU lança portal sobre Inteligência Artificial e amplia transparência no uso da tecnologia no setor público

Novo site reúne 12 soluções em operação, como ChatTCU e sistema de monitoramento de compras públicas, e permite que outros órgãos reutilizem códigos-fonte sem custo

por redação com TCE/AL – Ascom TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) lançou o portal IA no TCU (ia.tcu.gov.br), plataforma pública que mostra na prática como a Inteligência Artificial está sendo usada para modernizar o controle externo e os serviços internos do Tribunal.

Desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Evolução Digital (Setid), o site vai além de um repositório de projetos. A proposta é transformar a experiência do TCU em conhecimento útil para toda a administração pública, com indicadores, normas, práticas de governança, riscos e lições aprendidas.

Com isso, gestores, servidores, pesquisadores e cidadãos podem saber para que serve cada ferramenta, quem são os responsáveis, quais resultados já foram alcançados e quais salvaguardas foram adotadas. O conteúdo será atualizado continuamente.

12 iniciativas já em uso

O portal apresenta 12 soluções em operação. Entre os destaques:

  • ChatTCU: assistente para consultas institucionais, análise de documentos e interação com bases de conhecimento. Já ultrapassou 804 mil chats, 3,5 milhões de mensagens e 3,6 mil usuários distintos;
  • CopilotTCU: integrado ao Microsoft Word para apoiar elaboração e verificação de documentos técnicos;
  • Alice 360: monitoramento inteligente de compras públicas para identificar situações de risco para as equipes de auditoria.

O portfólio inclui ainda ferramentas de pesquisa em bases institucionais, classificação de compras, indexação de documentos, atendimento ao cidadão e apoio à instrução de processos.

Cooperação e economia para o poder público

Uma das principais funções do portal é evitar a duplicação de esforços e de gastos. Órgãos interessados podem consultar arquiteturas, referências técnicas e solicitar, sem custo, o código-fonte de soluções como o ChatTCU e o CopilotTCU, mediante contrato de licenciamento.

O código é cedido como referência para que cada instituição adapte à sua própria realidade.

“O objetivo é compartilhar não apenas códigos, mas também as lições que aprendemos ao desenvolver, implantar e governar essas soluções. Ao abrir essa experiência, o TCU procura acelerar a inovação responsável”, afirma o secretário Rainério Leite, da Setid.

Segundo o TCU, o ChatTCU já teve o código compartilhado com mais de 100 instituições públicas no Brasil e no exterior.

Governança e supervisão humana

O portal também reúne orientações sobre segurança da informação, proteção de dados, ética e transparência. O princípio adotado é que a IA atua como apoio: decisões relevantes continuam sob análise e responsabilidade humana, com controles de acesso e registros auditáveis.

Entre os materiais está o Guia de Uso de IA Generativa no TCU, que alerta servidores para riscos como informações incorretas, vieses e necessidade de verificação das respostas.

No controle externo, a IA tem permitido analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, priorizar riscos e ampliar a cobertura das auditorias, além de apoiar a pesquisa de jurisprudência e a revisão de relatórios.