Julgamento será no Fórum da Capital e envolve crime ocorrido em 2020, em Rio Largo; vítima era ativista político e foi morta no dia do aniversário
por redação com Dicom TJAL / MPAL
Arte – Dicom TJAL
Três acusados de envolvimento no assassinato do ativista político Kleber Malaquias de Oliveira vão a júri popular nesta segunda-feira (20), a partir das 8h30, no Fórum de Maceió. O julgamento será conduzido pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital.
Sentarão no banco dos réus José Mário de Lima Silva, Edinaldo Estevão de Lima e Fredson José dos Santos. O processo é o de nº 0000033-63.2024.8.02.0051.
O crime
Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu na tarde do dia 15 de julho de 2020, dia do aniversário de Kleber, dentro do Bar da Buchada, em Rio Largo, na região metropolitana.
De acordo com os autos, o crime foi premeditado. Os envolvidos teriam atraído a vítima até o local sob o pretexto de uma conversa política. Na época, o policial militar José Mário de Lima Silva era pré-candidato a vereador e teria marcado o encontro com Kleber para tratar de questões políticas locais.
Ainda conforme a investigação, Fredson José dos Santos foi quem efetuou os disparos de arma de fogo que mataram a vítima. Kleber Malaquias, segundo o processo, vinha sofrendo ameaças constantes por causa de denúncias que fazia contra políticos e autoridades da região.
Desdobramentos
O caso ganhou novo capítulo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Ministério Público de Alagoas (MPAL) entrou com recurso especial para que um quarto denunciado, J.R.S.R., também vá a júri.
Ele havia sido pronunciado pelo juízo de Rio Largo, teve a pronúncia mantida por unanimidade pela Câmara Criminal do TJAL em 2023, mas acabou despronunciado em abril de 2024, por empate, após mudança na composição da Câmara durante o julgamento de embargos de declaração.
Para o MPAL, há fortes indícios da participação dele com base em quebra de sigilo telefônico e telemático e depoimentos de testemunhas, as mesmas provas que levaram os demais à pronúncia.
O Tribunal do Júri vai decidir se os réus são culpados ou inocentes pelo crime de homicídio qualificado.












