/Aldo Rebelo diz que reeleição de Lula é o “pior cenário” e que novo governo será “extremamente difícil”

Aldo Rebelo diz que reeleição de Lula é o “pior cenário” e que novo governo será “extremamente difícil”

Ex-ministro de Lula e Dilma, que apoiou Flávio Bolsonaro no 2º turno, afirma que petista é “refém do STF”, que o Brasil “não tem dinheiro para pagar a dívida” e que o país segue paralisado

por redação com internet 

Foto: Aldo Rebelo durante o programa Morning Show, da Jovem Pan

Ex-ministro de quatro pastas nos governos petistas, Aldo Rebelo endureceu o discurso após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25/10) para o quarto mandato.

Lula foi reeleito com 51,74% dos votos contra 48,26% de Flávio Bolsonaro (PL), em virada histórica segundo dados do TSE. Rebelo, que tentou ser candidato à Presidência pelo Democracia Cristã, coordenou a campanha de Ronaldo Caiado (PSD) e declarou apoio a Flávio no segundo turno, já havia alertado que o próximo governo, de qualquer vencedor, seria “extremamente difícil”.

“Pior cenário”

Para Rebelo, a reeleição de Lula representa o pior cenário possível para o país. Em análise feita no Espaço Democrático, fundação do PSD:

“Não é uma avaliação pessoal, mas relacionada à condução da política econômica do governo. A eventual continuidade de Lula não produziria mudança suficiente na política de crescimento e manteria o País diante de obstáculos institucionais e econômicos.”

Na mesma análise, ele classificou uma vitória de Flávio Bolsonaro como uma “incógnita” por falta de conhecimento sobre os principais desafios nacionais, e apontou Caiado como o cenário mais otimista por reunir “autoridade e experiência”.

“Refém do STF” e país paralisado

A crítica central de Rebelo se manteve após o resultado. Ele afirma que o governo Lula é “sem autoridade, refém do STF e sequestrado pela sua própria fraqueza” e que “não conta com o Congresso para nada”, mantendo-se de pé apenas escorado em decisões do Supremo.

Logo após a reeleição, em entrevista à Jovem Pan, ele foi direto sobre o impacto econômico:

“O Brasil não tem dinheiro para pagar a dívida” e “Lula paralisou o país”

Ele volta a culpar o que chama de “estado paralelo” de ONGs e órgãos como Ibama, Funai, Ministério do Meio Ambiente e Ministério Público, que, com a cumplicidade do presidente que os nomeia, estariam imobilizando as três alavancas do desenvolvimento: agroindústria, energia e minérios.

Desequilíbrio entre os Poderes

Na visão de Rebelo, o Brasil vive um “faroeste sem xerife”, com crise generalizada de autoridade. O Congresso tenta exercer funções do Executivo via orçamento secreto, enquanto o STF se politizou e quer “usufruir das atribuições da política sem pagar o preço da política”.

Para ele, a solução passa por “reunir o poder blindado” e por uma ampla anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, como instrumento de pacificação – gesto que chegou a sugerir que fosse proposto pelo próprio Lula reeleito.