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Câmara reúne demandas de ambulantes para reordenamento da orla marítima de Maceió

Audiência pública recebeu sugestões dos comerciantes e deu mais publicidade ao projeto de reorganização do calçadão pela Prefeitura

por Dicom/CMM

Foto: Matheus Marinho

A Câmara Municipal de Maceió reuniu comerciantes informais da orla marítima para dialogar sobre o ordenamento da região, que começou a ser realizado pela Prefeitura. A audiência pública ocorreu nesta segunda (26), por iniciativa do vereador David do Emprego, e teve ampla participação dos ambulantes, além da presença do vereador Jônatas Omena, da vereadora Olívia Tenório e do presidente da Casa, Chico Filho.

De acordo com David do Emprego, o reordenamento tem gerado dúvidas entre os trabalhadores da orla, especialmente sobre quantidade de vagas e cronograma. Ele defende a reorganização, tendo em vista a aproximação da alta temporada do turismo em Maceió, mas reforça a importância de ouvir os empreendedores.

“Sou favorável ao reordenamento e acho importante trazer os ambulantes, que trabalham há bastante tempo aqui na nossa cidade e movimentam a economia, para também discutir e para se fazer presente. Vamos sair dessa audiência com um relatório, onde vai constar tudo que foi discutido aqui, para que a gente encaminhe para os entes interessados e gere um compromisso e, no final, a gente consiga cobrar”, defendeu.

A representante da Associação dos Ambulantes Eventuais de Maceió, Natália Quintela, disse que a principal preocupação da categoria é perder o espaço de comercialização. Ela estima que cerca de 400 comerciantes atuem na orla, alguns de Maceió e outros que vieram de outros estados.

“Estamos aqui pleiteando nossos direitos da forma mais harmoniosa possível, tentando fazer um diálogo correto. Nossa principal demanda é a não exclusão dos ambulantes e a prioridade para quem é de Maceió. Que seja feito um censo e que esse censo seja cumprido”, declarou.

O secretário Municipal de Segurança Cidadã, Thiago Prado, participou da audiência e apresentou informações sobre o projeto da Prefeitura. Ele ressaltou que o planejamento do reordenamento tem sido feito há meses, em busca de fazer um diagnóstico e, em seguida, buscar as soluções.

Ele esclareceu que o levantamento do Município identificou em torno de 300 comerciantes, mas uma decisão da Justiça Federal e o espaço da orla limitam a quantidade de vagas. Foram criadas praças de alimentação para alocar os trabalhadores de gastronomia, com cerca de 200 vagas. Os demais estão em análise.

“O prefeito Rodrigo Cunha, muito atento à importância do empreendedorismo informal e à importância do ordenamento da orla, proporcionou a criação de praças de alimentação e estratégias de organização que estamos implementando. Evidentemente, o ordenamento vai limitar a quantidade de ambulantes”, afirmou.

Ele destacou também que pessoas de fora do Estado estão sendo atraídas para atuar na orla marítima de Maceió, mas a área não comporta a demanda. “O primeiro passo é um ordenamento jurídico, para que, no segundo passo, a gente tenha um ordenamento fático, para ver o que é que a gente consegue dialogar com o judiciário, dando oportunidade para as pessoas trabalharem, mas sem deixar de mão o cumprimento dessa sentença federal”, declarou.

A audiência contou ainda com a participação de representantes dos moradores da orla, favoráveis à reorganização, e da Aliança Comercial, que pediu a aplicação da mesma medida no Centro.