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PF abre investigação contra Lulinha por suspeita de corrupção

por redação com Metrópoles

Lulinha e o Careca do INSS – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios ligados à cannabis medicinal. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de julho de 2026.

O que está sendo apurado

Encontros no Ministério da Saúde: O lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, visitou o ministério pelo menos cinco vezes entre 2024 e 2025, apresentando-se como representante da empresa World Cannabis.

Transferências financeiras: Antunes teria enviado R$ 1,5 milhão para a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, mencionando que parte seria destinada “ao filho do rapaz”.

Viagem internacional: Em novembro de 2024, Lulinha e Antunes viajaram juntos a Portugal para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal. A defesa nega qualquer parceria comercial.

Quem são os envolvidos

Lulinha – empresário e filho do presidente Lula.

Antônio Camilo Antunes – lobista preso por esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

Roberta Luchsinger – empresária e amiga de Lulinha, dona de consultoria.

Defesa e posicionamento de Lula

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, classificou a investigação como uma “fishing expedition”, ou seja, uma busca sem provas concretas.

O presidente Lula declarou que não usará o cargo para proteger o filho e que, se houver culpa, ele será julgado “como qualquer cidadão”.

Impacto político

O caso corre em sigilo judicial e pode influenciar debates sobre cannabis medicinal e ética pública. Lula tenta se afastar de acusações de interferência, reforçando que não haverá privilégios no processo.