por Ascom Cesmac
A coordenadora da Rede de Bibliotecas do Cesmac e pesquisadora, Eliete Araújo, conquistou o terceiro lugar no IV Encontro Técnico-Científico de Letramento e Inclusão Digital (ELID), realizado entre os dias 10 e 12 de junho de 2026, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador (BA). O reconhecimento foi concedido ao artigo “Do Smartphone à Pesquisa Científica: Letramento Digital na Prática”, apresentado pela pesquisadora durante o evento, que reuniu educadores, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversos segmentos para discutir temas relacionados à inovação, inteligência artificial, inclusão social, cidadania digital e educação.
O trabalho premiado é resultado direto das atividades e projetos desenvolvidos por Eliete Araújo no cotidiano acadêmico do Cesmac, em parceria com Ana Paula Farias e Simeia Santos. A pesquisa teve como base uma oficina realizada em setembro de 2025 com estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas dos municípios de Maceió, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos. A iniciativa proporcionou aos participantes uma experiência prática voltada ao desenvolvimento de competências digitais aplicadas à pesquisa científica, aproximando os jovens do ambiente acadêmico e das ferramentas utilizadas na produção do conhecimento.
Durante a ação, os estudantes participaram de visitas técnicas e atividades práticas que abordaram temas como busca e avaliação de fontes confiáveis, combate ao plágio, produção intelectual e utilização de ferramentas digitais, incluindo Google Acadêmico, SciELO, Google Docs, Canva e ChatGPT. A proposta demonstrou como dispositivos amplamente presentes no cotidiano dos jovens, especialmente o smartphone, podem ser utilizados de forma estratégica na construção do conhecimento científico. Após o período de formação, os participantes apresentaram trabalhos desenvolvidos com base nos conteúdos aprendidos durante a Feira de Ciências de Alagoas (FECIAL), evidenciando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
Para Eliete Araújo, a premiação representa o reconhecimento de uma iniciativa que busca ampliar o acesso à pesquisa científica por meio das tecnologias digitais. “Esse resultado demonstra que é possível transformar ferramentas que fazem parte do dia a dia dos jovens em instrumentos de aprendizagem, investigação e produção de conhecimento. O letramento digital vai muito além do uso da tecnologia; ele envolve desenvolver o pensamento crítico, a ética na utilização das informações e a capacidade de produzir ciência. Receber esse reconhecimento nacional é uma grande satisfação e reforça a importância de continuarmos investindo em ações que ampliem o acesso ao conhecimento e fortaleçam a formação acadêmica”, destacou.












