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Silvana Lessa Omena toma no TJAL

por redação com Dicom/TJAL

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) viveu nesta quarte-feira (22) um momento histórico com a posse da magistrada Silvana Lessa Omena como desembargadora. A solenidade, realizada na sede do tribunal, marcou a primeira promoção de uma juíza alagoana por meio de lista exclusiva feminina, conforme a Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt, que destacou o simbolismo da posse: “É um marco para o Judiciário alagoano. Silvana ingressa na Corte pelo critério de merecimento, em lista formada apenas por juízas, reforçando o compromisso com a equidade de gênero.”, destacou.

Em seu discurso, Silvana Lessa Omena agradeceu a confiança e ressaltou a responsabilidade do cargo: “Recebo esta investidura com humildade e consciência de que ser desembargadora significa servir à Justiça com dedicação, equilíbrio e respeito à Constituição.”

Trajetória da nova desembargadora

Silvana Lessa é natural de Maceió, Alagoas, com formação em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), concluído em 1986. Tem especialização de Pós-graduação em Direito Processual Civil pelo CESMAC. Na sua carreira ingressou na magistratura em 1996, atuou no 7º Juizado Especial Cível da Capital, com passagens pela Justiça Eleitoral. Destacou-se com sua experiência na Corregedoria-Geral da Justiça e no Fundo Especial de Modernização do Judiciário (Funjuris).

Avanço feminino no Judiciário

A posse de Silvana é resultado direto da política nacional de incentivo à participação feminina no Judiciário, iniciada pela Resolução nº 255/2018 e ampliada pela Resolução nº 525/2023.

A lista tríplice que a promoveu foi composta exclusivamente por juízas.

O ato reforça a busca por maior pluralidade e representatividade nos tribunais brasileiros.

O ingresso de Silvana Lessa Omena no TJAL não apenas amplia o número de mulheres na Corte, mas também simboliza uma mudança cultural: a valorização da diversidade e da equidade de gênero como pilares da Justiça.