por redação com assessoria
Ratos, cobras e mosquitos no ambiente de trabalho. Gabinetes sem cadeiras, equipes reduzidas e inquéritos acumulados. Essas condições aparecem em inspeções feitas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) em delegacias da Polícia Civil e afetam tanto os profissionais que trabalham nas unidades quanto a população que procura atendimento.
Os registros não se limitam a uma visita isolada. Em setembro de 2025, o MPAL já relatava investigações paradas e falta de pessoal em delegacias de Maceió. Em agosto de 2026, novas fiscalizações encontraram problemas no Trapiche da Barra, em Fernão Velho e na Ponta Grossa. O caso de Fernão Velho oferece a comparação mais direta: a promotora Karla Padilha informou que havia cobrado melhorias em 2025 e, ao retornar em 2026, constatou que quase nada tinha sido feito.

Na inspeção de 24 de agosto de 2026 ao 22º Distrito Policial, no Trapiche da Barra, o MPAL relatou presença de mosquitos, ratos e cobras, falta de espaço adequado para o público, ausência de acessibilidade e acúmulo de inquéritos. A unidade tinha sete servidores, incluindo o delegado, que ainda trabalhavam em regime de rodízio, segundo a promotora. Veículos apreendidos também estavam no pátio, tomados pelo mato e expostos ao tempo.
“A gente lamenta encontrar uma situação como essa”, afirmou Karla Padilha ao tratar do atendimento oferecido a quem chega à delegacia depois de ser vítima de um crime.
Em Fernão Velho, a fiscalização de 6 de agosto de 2026 encontrou mobiliário destruído, gabinetes sem cadeiras e poucos profissionais. A promotora disse que as condições prejudicam a investigação e lembrou que as cobranças feitas na visita do ano anterior tiveram pouco resultado.













