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Médicos recebem treinamento sobre manejo clínico dos pacientes com arboviroses e leptospirose

Capacitação foi voltada aos profissionais que atuam no diagnóstico e assistência a pacientes acometidos pelas duas doenças

por Ruana Padilha / Ascom Sesau

Infectologista Luciana Pacheco proferiu aula durante treinamento promovido pela Sesau – Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) concluiu, nesta quinta-feira (13), o treinamento sobre manejo clínico dos pacientes com arboviroses e leptospirose, voltado para profissionais de saúde dos 102 municípios alagoanos. A capacitação ocorreu esta semana, na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), no bairro Trapiche, em Maceió, e teve como objetivo sensibilizar os médicos que atuam no diagnóstico dessas doenças de veiculação hídrica.

O treinamento foi elaborado como forma de prevenção, devido à proximidade da quadra chuvosa, que se inicia em abril e vai até julho. Isso porque, este período é propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que dissemina a dengue, Zika e chikungunya, bem como, para o aumento de casos de leptospirose, devido a enchentes e alagamentos que podem ocorrer, principalmente em cidades ribeirinhas.

De acordo com a assessora técnica de vetores, zoonoses e fatores ambientais da Sesau, enfermeira Núbia Lins, a capacitação visa garantir que o médico, durante o primeiro atendimento, tanto em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) como em uma unidade hospitalar, tenha o olhar clínico inicial para suspeitar que o paciente possa estar acometido de dengue, Zika, chikungunya ou leptospirose.

“Desse modo, asseguramos que o médico consiga seguir a conduta adequada, orientando os pacientes, prescrevendo o medicamento correto e se baseie no protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Nosso propósito é assegurar que o profissional tenha esse olhar mais sensível em relação ao manejo clínico, para que tudo consiga fluir positivamente para a cura do paciente”, ressaltou Núbia Lins, ao salientar a importância do diagnóstico em tempo oportuno.

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No curso, os participantes recebem orientações para identificação de casos, conduta clínica e diagnóstico para o alcance de tratamento adequado, redução da gravidade dos sintomas e diminuição do risco de complicações e óbitos. O facilitadores foram os infectologistas José Maria Constant e Luciana Pacheco, consultores da Sesau com larga experiência em assistência no Hospital Escola Dr. Helvio Auto, unidade destinada ao atendimento de pacientes com doenças infectocontagiosas.

“Estamos entrando na quadra chuvosa e, nesse período, os casos tendem a aumentar para dengue e leptospirose, mas o nosso cenário hoje ainda não evidencia surto ou epidemia. Como sabemos que a dengue, anualmente, possui um indicador alto de letalidade, batemos na tecla do manejo clínico adequado todos os anos”, pontuou a assessora técnica da Sesau.

Importância

A médica Mônica Medeiros, que atua na Atenção Básica do município de Coruripe, destacou a importância do treinamento para a categoria. “O curso foi muito bom, pois precisamos reciclar os conhecimentos, com o intuito de dar uma assistência melhor aos nossos pacientes”, destacou.

Dados Epidemiológicos

Em Alagoas, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), foram registrados 1.055 casos de dengue, 27 de Zika e 449 de chikungunya durante os três primeiros meses de 2023. Quando comparado com o ano anterior, no mesmo período, o Estado registrou 2.191 casos de dengue, 188 casos de Zika e 285 de chikungunya, com dois óbitos. Quanto à leptospirose, entre janeiro a julho do ano passado, 18 casos da doença foram confirmados e, deste total, oito pessoas evoluíram para óbito.