por redação com assessoria
Em política o que é falado agora muda repentinamente. O adágio de que ‘a política é dinâmica’ deve-se a essas inconstâncias no que se vê pela manhã e à noite tudo é diferente.
Até bem pouco tempo o prefeito de Maceió não tinha planos de mudar de partido por várias razões. Mas o jogo do poder levou a sigla do 22 impor condições ao líder alagoano. Para atender ao ex-presidente da Câmara dos Deputados a direção do Partido Liberal, sinalizou para JHC que apenas a vaga de governador estava em aberto pra ele. Senado e a proporcional seria Arthur Lira que daria as cartas.
O prefeito JHC, avaliado como um dos melhores do Brasil, sentiu-se inseguro. Renunciar, ficar nas mãos dos outros sem poderes para decisões? O grupo antenado com o momento político estudou alternativas. Rodrigo, procurou Téo, que procurou Aécio e o martelo foi batido.
Arthur teve um prejuízo político sem precedentes. Se já era difícil enfrentar o experimentado Renan Calheiros bem avaliado e com estrutura bem maior, agora o chopp azedou para Lira que fez lançamento da candidatura e não viu chegar parceiros, como Davi, Gaspar, JHC e muitos vereadores da Capital.
Botar o dedo em cambuca que não está vazia é um risco imperdoável em eleições. A arte é somar e não dividir. Arthur no afã de mostrar poder e domínio em ser candidato único está vendo os sonhos chegarem ao fim com o despertar de um novo dia.















