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Suprema Corte dos EUA anula direito ao aborto e igrejas podem ser alvos de protestos

Redação A Hora News

Legenda: O aborto não é mais um direito no país e cada estado terá que ter a sua própria lei | Foto: Pexels

Nesta sexta-feira (24) a Suprema Corte dos Estados Unidos votou para derrubar o precedente jurídico que em 1973 garantiu o direito ao aborto em todo o país.

“O aborto apresenta uma profunda questão moral. A Constituição não proíbe os cidadãos de cada Estado de regulamentar ou proibir o aborto. Roe e Casey arrogaram essa autoridade. Agora anulamos essas decisões e devolvemos essa autoridade ao povo e seus representantes eleitos”, escreveu o juiz Samuel Alito, relator do caso que foi analisado a pedido do Estado do Mississipi.

Diante dessa decisão, as autoridades estão preparadas para ver aumentar o número de ataques contra igrejas, centros de apoio a gestantes e instituições pró-vida geridas por entidades cristãs.

O Capitol Hill Pregnancy Center, que foi vandalizado no início deste mês, disse que substituiu câmeras de segurança antigas por novas desde que o prédio do centro foi alvo de protestos.

A polícia também ofereceu à clínica maior proteção desde então, incluindo passagens que “provavelmente aumentaram seis vezes” e seguranças noturnos.

A polícia está aumentando as medidas de segurança em algumas áreas para se preparar para possíveis ataques e manifestações.

Ao longo do dia, várias cidades como Washington DC e Nova York registraram protestos. Pessoas saíram às ruas causando trânsito e preocupando os moradores.

Cerca de 500 manifestantes bloquearam o cruzamento entre a Quinta Avenida e a W 8th St., em Nova York, protestando contra a decisão dos juízes da Suprema Corte.