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Professor é decapitado na França por exibir charge de Maomé

Redação A Hora News

Legenda: Este foi o 33º atentado terrorista na França desde 2017 |Foto de Chris Molloy no Pexels

Um professor foi decapitado em Conflans-Sainte-Honorine, França, nesta sexta-feira (16) depois de ter mostrado charges do profeta Maomé para seus alunos nas aulas de história e geografia.

O Islã proibe a exibição de imagens ou fotos de Maomé, o profeta sagrado, e pune severamente quem desrespeita-o.

O assassino do professor postou a cabeça no Twitter com um recado: “Eu executei um de seus cães do inferno que ousou menosprezar Maomé”, escreveu.

O crime aconteceu nas proximidades da escola e abalou não apenas a pequena cidade, mas toda a França.

Um homem suspeito foi abordado a 3km do local onde o professor foi assassinado. Ele vestia um colete de explosivos e demonstrava atitude ameaçadora. No confronto com a polícia, o homem foi morto e gritou “Allahu Akbar” antes de ser baleado. A frase quer dizer “Alá é grande”.

O Ministério Público Antiterrorismo abriu investigação por “assassinato em conexão com empreendimento terrorista” e “associação criminosa terrorista”. De acordo com o jornal Le Monde, a polícia encontrou o documento de identidade do assassino — ele era russo e tinha 18 anos.

Outras quatro pessoas foram presas, incluindo um menor, acredita-se que eles tenham participação com a decapitação do professor.

O presidente francês, Emmanuel Macron, interrompeu uma viagem a Marrocos para falar sobre o caso que é o 33º atentado terrorista desde 2017.

“Um de nossos cidadãos (…) foi assassinado, hoje, por ensinar aos alunos sobre a liberdade de expressão. A liberdade de crer e de não crer. Nosso compatriota foi vítima de um ataque terrorista islâmico comprovado”, declarou Macron.

“Se este terrorista matou um professor, é porque queria abater a República, o Iluminismo, a possibilidade de tornar livres os filhos de nossos cidadãos. Essa batalha é nossa. (…) O obscurantismo e a violência não vencerão. Isso é o que eles estão buscando, e devemos permanecer juntos”, disse Macron.