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Infectologista ensina como se prevenir da Covid-19 nas festas de fim de ano

Redação A Hora News

Legenda: Infectologista Angélica Novaes diz que preferencialmente as celebrações devem ser feitas pelas pessoas da própria casa| Foto: Thallysson Alves

A pandemia da Covid-19 não acabou. E a vida continua dando sinais de que precisa ser valorizada. Mas, engana-se quem imagina que a melhor forma de demonstrar tamanho valor é através de reuniões, encontros e confraternizações. A infectologista do Hospital Geral do Estado (HGE) Angélica Novaes destaca que a maneira mais indicada é curtir as festas do fim de ano apenas com as pessoas que vivem na mesma casa. Quanto aos demais familiares e os amigos, os votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo devem ser desejados, somente, através do contato virtual.

Para os que insistem em convidar parentes que não residem no mesmo lar, a médica afirma que não adianta se iludir com a realização de exames alguns dias antes do Natal e do Réveillon. É que está cientificamente comprovada a possibilidade de o teste, seja rápido ou RT-PCR, não detectar o contato com o vírus em parte dos casos, o que abre uma brecha para falsos negativos e a transmissão da doença por pessoas assintomáticas.

“É preciso considerar que sempre há o risco de haver a contaminação. Seja através do ar, pelo contato com objetos e pelas pessoas. É importante que os pertencentes ao grupo de risco ou que convivam com alguém com a saúde frágil evitem participar. Também é interessante que os alimentos sejam preparados com muito rigor na higiene e que eles sejam consumidos em ambiente com distanciamento entre pessoas”, orienta a infectologista do HGE.

Para os que decidirem reunir alguns poucos familiares, os infectologistas recomendam que o encontro aconteça ao ar livre ou em local bem ventilado, com janelas e portas abertas. É importante que, antes da chegada dos convidados, todos estejam de acordo com as regras adotadas para a comemoração e a adoção de todas as medidas de prevenção, como o uso de máscara, de álcool em gel a 70%, além de manterem o distanciamento físico, não se presentearem e, jamais, colocarem copos próximos uns dos outros.

“Quanto mais pessoas e mais núcleos familiares envolvidos, maior a chance de contaminação pela Covid-19. Mas, é possível diminuir os riscos quando se higieniza as mãos corretamente, utiliza a máscara de maneira adequada, não reúne muitas pessoas em um mesmo espaço, limpa com frequência os locais de grande contato e quando não se abraça e beija, ainda que usando a máscara”, alerta Angélica Novaes.

Sem cantoria – Para as famílias mais animadas, este ano é preciso não cantar e não falar alto, porque essas práticas promovem mais emissão de gotículas de saliva no ar. Também é importante que, durante a refeição, ninguém toque nos pratos e talheres dos outros, não distribua bebidas e deixe que cada pessoa monte o seu prato, se possível, usando luva pelo menos na mão que está coletando a comida.

“As pessoas que apresentam suspeita ou diagnóstico de Covid-19 ou moram no mesmo domicílio de caso confirmado, com diagnóstico fechado há menos de 14 dias, não devem se reunir com outras pessoas. E se houver comemoração, que seja de curta duração, com o mínimo de participantes possível”, pontua a infectologista do HGE.